Você sabia que cantar faz bem?

Todos nós conhecemos a célebre afirmação do personagem Dom Quixote, da obra de Miguel de Cervantes, escrita há mais de 400 anos: “Sempre ouvi dizer: quem canta seus males espanta”. E não é que ele estava certo? Estudos mostram que cantar produz endorfina, a mesma substância gerada quando realizamos exercícios físicos, fazemos sexo ou comemos chocolate. Além de ter uma potente ação analgésica, esse hormônio também estimula a sensação de bem estar, autoconfiança, otimismo e conforto.

Cantar também diminui o stress, melhora a capacidade pulmonar e ativa o sistema cardiovascular. Quando cantamos, trabalhamos os músculos abdominais e faciais. Quem investe em um canto consciente e respeita seus limites e percepções individuais, associado aos cuidados relacionados à saúde vocal, além de observar ganhos na voz, poderá amenizar os efeitos do envelhecimento. É, infelizmente a voz envelhece, pois como todos os músculos do corpo sentem o passar dos anos, com o músculo das pregas vocais (popularmente conhecida como cordas vocais) não seria diferente.

E por que não começar agora mesmo? Há espaço para todos aqueles que querem cantar, sejam amadores ou profissionais. É comum encontrarmos corais em igrejas, faculdades, escolas, empresas e clubes, que recebem pessoas que, além de terem em comum o fato de cantarem apenas “no chuveiro”, também estão em busca de integração social e motivação para suas vidas. E acreditem, se a dificuldade em cantar é a afinação, não se preocupe que tem solução, mas esse assunto fica para um outro texto. Portanto, vamos seguir o conselho de Martinho da Vila:“Canta, canta, minha gente, deixa a tristeza pra lá!”.

 

Texto por:
Camila Miranda Loiola e Marta Assumpção de Andrada e Silva

 

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